quarta-feira, 30 de junho de 2010


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Tão 'sem assunto' e, ao mesmo tempo, as palavras ficam dançando, fazendo bagunça, para falar  verdade,em minha cabeça. Há muito o que dizer com tudo o que tenho visto, ouvido etc., mas meu silêncio se faz um muro gigante entre isso tudo e a escrita.
Opiniões.
De repente, elas me parecem vazias. Ou foram em férias para a África do Sul curtir a Copa.
Eu fiquei por aqui, ruminando páginas a serem lidas e revisadas, de livros jurídicos -chatos,óbvios- repletos de citações.Acho até que tenho ruminado muito mais do que isso.
Sinto tanto a falta de meu irmão e de minha mãe que, com frequência, dou com eles pela casa : com o espectro que me restou deles: a lembrança.
Então, ruminar acabou me trazendo uma gripe - não se enganem...o vírus tem mais força sobre os incautos.
Sei lá. Falo bobagens, penso seriedades. Quero me apaixonar de novo, por mim.
*Procuro pela poesia, a página ainda está vazia e a manhã, já chegou ao fim*
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bobagens, alquimias
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sou uma página perambulante
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quieta, cabeça vã!

____________________imagem: quantum illusions

sábado, 19 de junho de 2010

_____sobre o que somos [sentimos,pensamos]


Hoje eu ia escrever sobre mais um livro lido, que foi delicioso de ler e que me fez viajar pelo tempo e pelos sabores de um mundo que recém-descobria especiarias para conservar alimentos, por exemplo.
Mas, a morte de Saramago calou-me e voltei a pensar na partida das grandes mentes do nosso tempo. É isso. No fato de que parecem escoar deste nosso mundo as melhores, as mais ricas, preciosas mentes.
Aconteceu o mesmo quando olhei para Mandela, dia desses, e cheguei a postar isso em meu flog, onde me referi a ele [Mandela] como um dos últimos grandes espíritos de nosso tempo. E ele já tem 92 anos.
O que sinto, o que tenho sentido, é uma espécie de 'sensação de orfandade'.
Sim, porque os séculos foram se acumulando esculpindo nossa raça -a humana- com o auxílio de espíritos maravilhosos, verdadeiras 'estrelas-guia', faróis norteando nossas mentes, nossa inventividade, nosso querer-crescer-aprender-evoluir.
Isso tudo,em meio a muitas batalhas sangrentas - no sentido literal ou não.
[e não vou mencionar aqui  aqueles que também passaram por este mundo usando as vestes de bandidos - a esses deve ter sido determinado tal papel a desempenhar, justamente porque sem o antagonismo, pouco ou nada se vence]
Entretanto, sinto agora que vivemos em um tempo órfão de tanta riqueza. Há uma variedade tão grande de insignificâncias! Há, sobretudo, um oceano de banalidades, de mentes 'rasas', de espíritos obscurecidos,trancados em si mesmos. Os passos são bem mais curtos. Poucos são o que trilham  a estrada do pensar.
Então, não se pode negar o vazio que se sente.
Não posso deixar de registrar mais esta marca do nosso tempo.
Homens e mulheres que tinham muito a dizer, falavam pouco, de modo compassado,mas deixaram um mundo inteiro dito.Esculpido.
Agora....quem sabe...a erosão do mesquinho esteja apenas arrastando a terra firme do saber.
Para lá de lugar nenhum.

______________________imagem: mscamp
a música é 'todo cambia', mercedes sosa[clique]

domingo, 6 de junho de 2010

____livro lido



De Markus Zusak.
A história, contada pela Morte, é bela, repleta de momentos de pura poesia humana.
Vale a pena e muito.

sábado, 5 de junho de 2010

_____um clique



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vontade de sair fotografando o mundo
.
algo me diz que,
então,
a noite vazia
seria apenas
uma metáfora

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________imagem . agla.