segunda-feira, 30 de agosto de 2010


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'tuitei' há pouco que sinto-me em um momento vazio sem que esteja oca, como se os setimentos estivessem fossilizados.
É como tento definir  calmaria - aquela mesma, que não deixa os ventos bordejarem minhas velas para que eu possa singrar os mares ...
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Algumas palavras [expressões] que uso soam tão antigas, não?
Estranhamente, faço isso desde muito menina.
Gosto delas. Descrevem tão bem minha velha essência...!
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Eis tudo: um perfeito e redondo 'nada' e devaneio.
A mais certeira forma de alquimia quando o que sinto parece, a meus próprios olhos
[de alma], as bobagens
[aquelas que descrevem este mesmo espaço]
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imagem: quantum ilusions

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

____uma outra viagem


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Não adianta. Quem escreve não deixa de ser triste. É uma essência entre outras, por certo, mas está lá. Uma tristeza infinda. Como uma tatuagem, marca a alma de quem escreve. Se não for assim, não escreve. Não tem jeito.
Então, vez ou outra, lá venho eu com minhas 'lamúrias'. A de hoje, por exemplo é aquela, antiga, que a gente ouve por aí todos os dias [ou quase]: 'tudo passa'.
E...passa mesmo!
E passa de um jeito tão rápido que, por mais que a gente saiba disso e sinta-se preparado, sempre se surpreende.
Quando se dá conta, abre bem os olhos ou os fecha momentaneamente - quem sabe tentando resgatar a imagem 'amarrada' à lembrança - e constata, aturdido: já passou.
Chamem do que quiserem.Nostalgia, por exemplo, é uma palavra linda e figura, por si só, toda uma legião de sensações, sentimentos, lembranças vivas.
Não importa o nome que se dê. Dói.
E mesmo que se tenha aquela frase pronta em mente, gravada ali a ferro e fogo, quase que por uma obrigação de toda uma geração [ 'eu não me arrependo de nada do que fiz...'] , sente-se a dor que é muito, muito próxima de um arrependimento. A gente se arrepende, sim. De ter passado. De não ter agarrado aquele momento um tanto a mais. De não repetir vários outros. A gente se arrepende de ser tãopassageiro em meio a um infinito que se expande...expande...expande...
Dói. Não importa o que digam.
Isso não quer dizer, em absoluto, que tal dor seja ruim e que nos leve a terríveis depressões. Não.
É da vida. A dor é da vida, sim.
Para cada um rima de um jeito. Mas rima.
E o que passa, fica ali, feito uma cena que se passa do lado de fora de uma janela.
A visão meio embaçada tira da gente a sensação de que quase...quase...pode tocar e, de novo, estar lá.

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_____________________imagem: [aglaé.]

___traços de um gênio [isso, sim, é poesia!]

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

__prender o amor?


Dia desses, em uma de minhas passagens pelo Facebook, li declarações preocupantes acerca do que se 'precisa' fazer para 'segurar' uma pessoa, 'manter' um amor...coisas assim.´
Por essas e outras que, muitas vezes, me pego pensando que não sou deste mundo - eu e algumas pessoas que conheço, com quem divido ideias, pensamentos, poesia-. É que sou da turma que acredita que quando se 'precisa' fazer alguma coisa para 'segurar' alguém e se chama isso de 'amor', apenas se está caindo num erro muito grande. Um grande equívoco,  sim.
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O amor não é algo que se possa segurar. Se é verdade que tal sentimento é como uma planta, a qual deve ser regada e cultivada dia após dia, isso é válido apenas se for feito de forma natural, espontânea.
Ora...quando duas pessoas querem realmente estar juntas, nada as impede. Acho isso muito simples, mesmo. Quem complica somos nós, que ficamos colocando rótulos e criando receitas estapafúrdias para isso e para aquilo.
Não. O amor não cabe nem mesmo em um poema, em uma canção, em uma melodia. O amor é mais do que o sentir apaixonado entre duas pessoas. Ao mesmo tempo, uma atitude simples, como o respeito, pode abraçá-lo e mantê-lo fortemente. Contudo, há que ser espontâneo e livre. Como o ar. Como a alma que mora em nós.
Não! Por favor...não vamos nem ao menos dar atenção para receitas vãs. Ninguém pode ensinar quem quer que seja a amar, a 'manter' um relacionamento. Somos tão infinitos em nós mesmos que, quando dividimos tal infinitude com alguém, é perfeitamente natural que haja uma explosão, uma implosão, uma densidade, uma atração, uma expansão...tanto mais!
Assim como é perfeitamente natural que haja um...ponto final para a caminhada que se fez em companhia do outro.
Infinita é a chama que habita em nós e o amor é feito da mesma matéria, é claro.
O resto? São páginas que estão em branco e serão totalmente preenchidas, são caminhos que terminam em algum lugar...e como, em tudo, o que vale é a verdade de cada um e seu envolvimento intenso.
Ninguém ama sozinho. Ninguém pode forçar ninguém a amá-lo.
O amor acontece. Ou não.
É isso.

________________________________imagem: guenter eh
_____a música: futuros amantes[chico buarque***]