domingo, 28 de dezembro de 2008

______guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá


Tanto a caminhar, uma nova etapa a se inciar a as perspectivas de que nos falam não são lá das melhores. Ah...fico aqui no meu canto tão certa de que estou fazendo a minha parte, mas ainda me irrito e fico impaciente com aqueles que enxergam com insistência apenas a negritude.
Sempre acreditei que não ter esperança é meio [ou inteiro]caminho andado para o comodismo - "não vai melhorar, então vamos deixar como está!"
É tão mais fácil mesmo, cruzar os braços e ficar repetindo que tudo está muito confuso e muito negro, até demais para que se mude agora?
Ah...não creio nisso, não.
Não tenho a paciência e a falta de apetite necessárias para ficar quieta enquanto,à minha volta, desabam esperanças e sonhos úteis, bons, sagrados.
Se a gente deixa de acreditar, tudo desaparece.
Precisamos, sim, ainda, acreditar e ir às falas com o que se amontoa feito lixo em torno de nós. Fazer e acontecer, porque o fim só chega quando chega e enquanto isso nosso trabalho é viver!
É preciso gostar de levantar pela manhã e seguir adiante - não importa o que vai acontecer entre esse levantar e o deitar, horas depois.
O importante é fazer desse espaço de tempo - ainda o vemos de forma tão loinear, para nos conduzirmos...! - tenha valor.
É...valor.
Não se vive pro viver. Não se pode crer nisso. Não se pode vibrar tão baixo.
A gente vive porque quer, porque precisa, porque escolhe.
E valorizar isso é fazer valer a pena.
Sorria!
Você merece gostar do que vê no espelho!
A.
_______________________imagem: josé luis escobar

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

_____feliz natal



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Não tenho muito a dizer sobre o Natal. É uma época do ano em que fico muito, muito triste. Gosto de pensar apenas em Jesus e na mensagem que ele trabalhou, primorosamente, enquanto esteve por aqui, de forma forte e bem definida.

No mais, é mesmo "Glória a Deus e paz na Terra aos homens de boa vontade" - e que haja essa boa vontade em todos e em cada um de nós, homens e mulheres deste mundo.

Amém.

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________________________________imagem: jim gephard

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

_____ah! meu voto...







O prédio da Assembléia Legislativa do Paraná estava em alvoroço, na madrugada de quarta para quinta-feira. O prédio todo aceso, para combinar com as vésperas de Natal, agasalhava, dentro de si, uma porção de políticos predestinados a darem a si mesmos um grande presente: uma aposentadoria de 85% do salário de cada deputado, ao fim de um mandato de quatro -4!!!!!- anos. Isso equivale a...algo em torno de R$ 10.000,00.E o que dizer a respeito disso, além de manifestar da indignação ao asco - passando pela vergonha, claro - ?Muito pouco resta a dizer.Mas, é preciso que se diga, que se grite, que se levanta os punhos cerrados contra essa gente que, definitivamente, perdeu todo e qualquer senso de ...tudo!Não há leveza na política. Não se pretende isso. Ninguém é tão babaca. Contudo, há limites até mesmo para os piores bandidos.Esses homens - e mulheres- estão nos roubando descaradamente. A mim e a você. Ao vovô que você encontra quando vai à padaria de manhã e que reclama da fila do SUS; ao menino que precisa fazer uma cirurgia e não consegue vaga;a cada um que trabalha por anos e anos e ao se aposentar resta-lhe lá alguma coisa, sim, já que não nos podem tirar tudo, uns vinténs que nos garantem um pouco de pão e nada de circo.Porque o circo fica mesmo por conta deles - os nossos prezados políticos, homens- e mulheres - de bem, representantes do povo.Nossos representantes.
A OAB está em ação. Verifica se a Assembléia Legislativa irá contribuir e em quanto para que seja viável tal montante a garantir aposentadoria tão farta. É o que se pode fazer: fiscalizar.Sempre.
Foram seis os deputados que votaram contra. Seis!Apenas seis.
A.
________________________________imagem:aycu

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

_______uma saudade


Caminhamos por muitos anos, juntos. Conversamos tanto! Conversamos tudo e nos contamos histórias enquanto vivíamos invernos, primaveras e verões.
Hoje, estou sozinha e é outono.
Hoje, caminho só.
Sabe, aquela estrada ainda não foi asfaltada e eu gosto disso porque o ruído das folhas secas sob meus passos, em contato com a terra - pura e simples - me causa a sensação de estar com você a meu lado.
Saudade dos risos divididos.
Saudade das mãos sempre dadas.
De nós. E mais de mim do que de você.
A.
__________________imagem: d.p.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

______a fuga[o roubo] das palavras



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Tudo o que escrevo parece um distante apelo, inventado para chamar anjos, santos e até mesmo figuras antigas de templos pagãos. E, justamente, quando me falta esse marejar de palavras, é tão doloroso e inquieto, porque é como ser varrida por um vácuo silencioso, um breu ou um branco ofuscante, de onde nada se pode tirar.

Quando vou procurar por mim, vejo as páginas vazias e isso fere-me mais que a adaga do tempo - nada de mim resta por ali...as palavras se perderam, esquecidas e mornas, lançadas para onde não sei, escondidas de meus olhos de amor.

A.

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imagem:ret da web, desconheço autoria

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

________pensamento do ano



" ...nenhuma tatuagem...só cicatrizes...tatuagens são
fixas demais para o meu gosto."
Marli Gonçalves, jornalista

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

________mutável [aprendendo a ser]

Eu li um artigo muito bom, de Marli Gonçalves, sobre a necessidade humana da mutação, de aprender a ser mutável, moldando-se aos dias que se apresentam diante de nós de uma forma ou de outra. E da maravilha que é ter tal poder, acreditar nele e fazer dele uma maneira de vida. Porque a pressão é muita. Porque não precisamos ser apenas um. Podemos ser todos que estão dentro de nós: os tristes, angustiados, fracassados, os alegres, otimistas, vitoriosos.
Podemos e devemos ter em nós a concepção de tudo.
Porque não há lugar para quem insista em ser apenas um
(((de um jeito, de uma forma interior todos os dias,
dizendo sempre sim à pressão exercida sobre si))).
Eis um trecho:
"Ao mesmo tempo, hoje, aprendi, vejam só, e eu acho mais é que aprendi de novo, porque sabia e tinha esquecido, dada a pressão absurda que estamos vivendo, que nada melhor do que um dia depois do outro. Porque sempre tudo pode mudar. Melhorar, piorar, curar, adoecer, acontecer. Nada é imutável. Como sonhadora e intuitiva, pensando bem, acho que nem a morte é imutável. Você pode ir, mas também pode voltar; pode jamais ser esquecido e também pode nunca ser lembrado. Pode continuar vivinho na memória de alguém, na forma de lembranças, sons, cheiros e imagens que nunca se apagam, vitais, como se a vida ainda procriasse e os dias fossem normais.
Eu, que já perdi muita gente, tenho meus imortais aqui comigo."
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É uma idéia, um ponto de vista, melhor dizendo, de que compartilho, sem reservas. Porque o tempo faz a gente rever muito, muito mesmo, de nós e de tudo - todos - ao nosso redor.
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A.
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imagem: *estrela, do Sr.K [editada por mim em P&B]



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

______dor

Dói aquela dor de que não se pode escapulir.
E não há um só canto de quarto, galho de árvores,
terraço de prédio onde se possa resguardar desta dor.
Acena e penetra, sem nada dizer.
Nenhum anjo pode acudir antes que ela se instale.
Nenhuma canção pode dela falar com propriedade.
Porque ninguém entende a dor que é de outrem.
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Dói em silêncio porque o grito se perde no vento que assola
a cidade, à noite.
Na noite mais negra que todas as outras.
Então a impaciência se veste de tintas escuras, outras poucas claras,
para compor uma sentida aquarela entristecida.
E escreve seus poemas como quem faz chover estrelas.
Do alto de uma torre feita de sonhos que estão prestes a desabar.
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A.
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imagem: paulo madeira. jóias celestiais