sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

______a diferença



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Um dia a mais, um dia a menos, na verdade a gente acaba achando que tanto faz. Mas..."what a difference a day makes"!!!
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Tempo que é mais do que correntes, mais do que prisão - quando é senhor e mestre de nosso destino, porque nos ensina e nos consola, tornando tão menor o que parecia imenso. Nesse contexto, vinte e quatro horas fazem, sim, uma diferença muito, muito grande.E é bom aprender mais isso, também, ainda que depois de quarenta e tantos anos, ainda que depois de lágrimas salgadas demais e de dores que pareceram insuportáveis [ se não fossem elas, aprenderia?].
Ao contrário do que ouvi um dia desses - que a sabedoria da maturidade é inútil, porque já totalmente fora das possibilidades de acerto - acredito que existe uma razão bastante forte e real para que se aprenda, em qualquer idade, até porque muitos há que não aprendem em idade alguma.
Um dia a mais é um dia a mais - e não a menos. Isto significa que envelhecemos mais horas, caminhamos sob o sol a pino mais uma vez, olhamos para rostos diferentes pela primeira vez ou para já conhecidos pela última, penúltima, antepenúltima..; respiramos não sei qauntas vezes mais...nasceu-nos algum sentimento, alguma ideia...morreu-nos um sonho, cresceu uma esperança nossa,perdemos outra...tantas coisas...! Enfim, nascemos um dia a mais para o infinito e morremos um pouco mais por aqui...
Faz diferença. Faz toda a diferença. Afinal, tempo também não se lança ao vento, assim como as palavras e os próprios pensamentos.

A.
__________________________imagem: fotostore

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

_______da gentileza

Sim, acredito na gentileza entre os seres.
E não apenas entre os seres humanos: acredito na gentileza entre todos os seres vivos [pelo menos, de nós para com os demais seres vivos]. Porque, na verdade, creio que tudo o que habita nosso pequeno e impulsivo universo vive - depende - de uma troca constante e mútua e somente por isso se mantém em um equilíbrio que parece correr um sério risco. Ou melhor, pluralizando: vários sérios riscos.
Por isso, levanto sempre - e há muito tempo - a bandeira da gentileza. É necessário que nos façamos gentis e delicados em nossos gestos, em nossas ações, em nossas palavras. É importante que tenhamos uma postura elegante em relação às pessoas e à natureza que nos cerca. Se o que nos rodeia e o que nos habita é energia, é importante que se possa mantê-la em alto nível.
Precisamos acreditar mais, muito mais, em ação e reação, em causa e efeito. Precisamos nos fixar no *fato* de que somos espelhos uns dos outros.
Quando eu era criança, ouvia muitas lições sobre comportamento e como ser gentil e educada com as pessoas. Não se vê muito isso por aí, hoje. Aliás, vê-se poucos pais *educando* seus filhos, porque educação, hoje em dia, perdeu seu sentido amplo, universal. Hoje, quando se fala em educação, remete-se logo o interlocutor [na maioria das vezes mais preocupado com seus próprios pensamentos e desejos consumistas do momento] à prática do *ensino*.
Então, acredito na necessidade de um resgate URGENTE dos bons hábitos e costumes. Da boa e velha educação na hora de tratar com os outros e com o meio ambiente.
E a gentileza é um dos pilares de uma possível nova construção de uma sociedade que está carente de tudo, tudo o que se relaciona com respeito e amor à própria vida.
É isso.

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A.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

_______algumas noites

Acho que me perdi no tempo e dentro da noite que ficou mais fria. Foi como parar e nada mais sentir e nada mais ser além de uma batida de coração, triste como o som de um surdo...
Foi apenas um fio de pensamento - linear, persistiu noite adentro.
E esfriava...esfriava lá fora e a minha alma, aqui dentro.
Tudo tão vazio e tão repleto de silêncio que me fez aquietar por inteiro o corpo.
Às vezes, o medo é maior que a vontade de gritar e tudo o que nos resta é marejar os olhos que, estatelados, olham a noite fria...noite...fria.
Acho que me perdi de mim enquanto a noite esfriava e o sereno gelava minha ausência de sono.
E a única canção era mesmo feita a cada batida de meu tolo, inquieto e irrequieto coração.
A.

___________________imagem: Aglaé

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

______ponto alto



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O ponto alto dos últimos dias foi a visita inteligente e sensível de *neo-orkuteiro*, que deixou um comentário bem-humorado e sincero e, além disso, prometeu vir sempre por aqui.

Sinto-me grata.

E abraço esse moço.

A.

____________________imagem: danny britton

_____mudanças

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Um intervalo a ser preenchido. Necessariamente.
Foi essa sensação forte que me veio e me fez alterar o nome deste blog, que, apesar de pouco visitado, ao contrário do GO e do meu flog , é um canto meu [nosso] de que gosto muito, muito mesmo.
Aqui, por algum daqueles etéreos motivos - inexplicáveis ou até mesmo indizíveis, apenas - eu me sinto em casa, eu me sinto à vontade para escrever como se realmente estivesse num diário [jamais fui capaz de manter um ...].
É quando dou uma parada no mundo, desço e escrevo e escrevo, pronta para mudar o mundo, identificar fatos e gentes e lugares. Para criar e recriar caos e magias, numa alquimia maluca de aprendiz de viver.
Portanto, nasceu [[[hiato necessário]]] - ponto de parada obrigatória de minha alma, um intervalo que pretendo seguir preenchendo com minhas bobagens e sandices, com meus brinquedos de memnina, com minhas letras de mulher.
Quem vier, seja bem-vindo como sempre.
Em tempo 1: a imagem do título é minha .
Em tempo 2: o endereço de meu flog, onde derramo alguns poemas tontos banhados em músicas que amo é : http://www.flogao.com.br/aglasweet



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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

______volta e meia



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Cada passo vacilante me leva até mim mesma. Estou seguindo a uma direção que desconheço e o que vou encointrando - até mesmo meus próprios gestos - me intriga, muitas vezes. Ouço a minha voz e ela me parece a de uma garota de vinte anos, um pouco menos ou um pouco mais. Há um tom de rebeldia, uma revolta que me causa susto, às vezes, certo medo. Lá está ela novamente: a força imensa de uma fragiliadde nem um pouco menor.

Sigo. Não paro porque eu preciso manter um ritmo no qual me derrame constantemente. E, assim, possa me recompor a partir de minhas próprias mazelas.

Não vejo o meu rosto - já há algum tempo. Mas sinto o pulsar de meus pés contra o chão, na sequência de passos que persistem num sem-fim de dias e noites em que me pergunto entre um sorriso e uma lágrima: e agora, para onde?

A.

________________________________imagem: ret do blog de natalie santos