quinta-feira, 25 de novembro de 2010

____yesterday ♪

imagem : arktime


 Nossa!...Assistir ao "compacto do compacto" do show de Paul McCartney deu um nó...não apenas na minha mente, como aqui mesmo, na garganta... e o nós se desfez em lágrimas, mesmo. Que coisa. Desandei a chorar e, ali, naquele momento, chorei por tudo e por todos.
Todos a quem eu conheci, com quem dancei e ouvi as músicas, com quem compartilhei
as letras das canções do Beatles, que traduzíamos e aprendíamos e traduzíamos e cantávamos...
Puxa...estou mesmo me repetindo, nostálgica e tudo mais.
Mas...inevitável...e deixo fluir, oras!
Tenho lido muito e escrito bem pouco e, quando escrevo, tudo o que sai de mim reflete essa melancolia, essa saudade de não sei o quê...esse banzo.
O show de Paul me transportou para um tempo em que, por exemplo,
 meu irmão era uma espécie de ídolo meu...eu o admirava tanto...de repente,pensar que ele existe,  hoje, em outra esfera, fez-me sentir tão só...
então, uma lembrança puxa a outra e lá vêm os sonhos deixados pelo caminho, os rostos que não vejo mais, as ruas pelas quais caminho sozinha....coisas assim.
Ah...então entra Paul com um violão e canta 'Yesterday'.
Para mim, de novo, ele era um menino. Eu era menina.
Todos 'nós' éramos.
E estávamos ali. Cantando 'yesterday', mas, na verdade, pensando em 'future'.
Hoje, alguns tão espalhados pelo mundo,outros já em outro mundo e eu...
eu aqui, costurando a colcha de retalhos da menina, aquela,
que 'amava os Beatles e os Rolling Stones' e ainda ama.
Dá pra segurar a saudade?
...


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

____caleidoscópio,pensamentos soltos


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Um mês sem deixar minhas letras por aqui. Escrevi cartas,  li alguns livros, viajei, voltei. Sou eu mesma e também um pouco diferente.
Sorridentes mutações as nossas, já que aprendemos a nos modelar todos os dias.
Quantas cabem em mim?
Tantas e tão poucas, quase nenhuma, até, por vezes. Porque há uma mudança também em meu próprio espaço interior. Porque, muitas vezes, eu mesma não consigo caber em mim.
No entanto, não me faço mais tantas perguntas acerca do mundo que existe dentro das pessoas: aprendi a intuir sobre elas e penetrar-lhe os sentimentos, com naturalidade e com afeto verdadeiro.
Não...as perguntas que me faço está agora ligadas ao infinito que mora em mim, na essência que veio do escuro - luminoso... sou uma centelha e ainda me abstenho de desistir.
Minha força é a palavra que mora por aqui e sai de férias para que eu possa arejar a casa.
E, quando não consigo caber em mim, danço com minha poesia, pelas ruas de pedras úmidas de que me lembro de algumas noites...aquelas em que chove e depois, ressurge no céua  lua, imensa e bela.
Um sinal de prata pra se navegar.
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É isso.
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__________imagem: blog do João Bosco