domingo, 28 de dezembro de 2008

______guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá


Tanto a caminhar, uma nova etapa a se inciar a as perspectivas de que nos falam não são lá das melhores. Ah...fico aqui no meu canto tão certa de que estou fazendo a minha parte, mas ainda me irrito e fico impaciente com aqueles que enxergam com insistência apenas a negritude.
Sempre acreditei que não ter esperança é meio [ou inteiro]caminho andado para o comodismo - "não vai melhorar, então vamos deixar como está!"
É tão mais fácil mesmo, cruzar os braços e ficar repetindo que tudo está muito confuso e muito negro, até demais para que se mude agora?
Ah...não creio nisso, não.
Não tenho a paciência e a falta de apetite necessárias para ficar quieta enquanto,à minha volta, desabam esperanças e sonhos úteis, bons, sagrados.
Se a gente deixa de acreditar, tudo desaparece.
Precisamos, sim, ainda, acreditar e ir às falas com o que se amontoa feito lixo em torno de nós. Fazer e acontecer, porque o fim só chega quando chega e enquanto isso nosso trabalho é viver!
É preciso gostar de levantar pela manhã e seguir adiante - não importa o que vai acontecer entre esse levantar e o deitar, horas depois.
O importante é fazer desse espaço de tempo - ainda o vemos de forma tão loinear, para nos conduzirmos...! - tenha valor.
É...valor.
Não se vive pro viver. Não se pode crer nisso. Não se pode vibrar tão baixo.
A gente vive porque quer, porque precisa, porque escolhe.
E valorizar isso é fazer valer a pena.
Sorria!
Você merece gostar do que vê no espelho!
A.
_______________________imagem: josé luis escobar

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

_____feliz natal



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Não tenho muito a dizer sobre o Natal. É uma época do ano em que fico muito, muito triste. Gosto de pensar apenas em Jesus e na mensagem que ele trabalhou, primorosamente, enquanto esteve por aqui, de forma forte e bem definida.

No mais, é mesmo "Glória a Deus e paz na Terra aos homens de boa vontade" - e que haja essa boa vontade em todos e em cada um de nós, homens e mulheres deste mundo.

Amém.

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________________________________imagem: jim gephard

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

_____ah! meu voto...







O prédio da Assembléia Legislativa do Paraná estava em alvoroço, na madrugada de quarta para quinta-feira. O prédio todo aceso, para combinar com as vésperas de Natal, agasalhava, dentro de si, uma porção de políticos predestinados a darem a si mesmos um grande presente: uma aposentadoria de 85% do salário de cada deputado, ao fim de um mandato de quatro -4!!!!!- anos. Isso equivale a...algo em torno de R$ 10.000,00.E o que dizer a respeito disso, além de manifestar da indignação ao asco - passando pela vergonha, claro - ?Muito pouco resta a dizer.Mas, é preciso que se diga, que se grite, que se levanta os punhos cerrados contra essa gente que, definitivamente, perdeu todo e qualquer senso de ...tudo!Não há leveza na política. Não se pretende isso. Ninguém é tão babaca. Contudo, há limites até mesmo para os piores bandidos.Esses homens - e mulheres- estão nos roubando descaradamente. A mim e a você. Ao vovô que você encontra quando vai à padaria de manhã e que reclama da fila do SUS; ao menino que precisa fazer uma cirurgia e não consegue vaga;a cada um que trabalha por anos e anos e ao se aposentar resta-lhe lá alguma coisa, sim, já que não nos podem tirar tudo, uns vinténs que nos garantem um pouco de pão e nada de circo.Porque o circo fica mesmo por conta deles - os nossos prezados políticos, homens- e mulheres - de bem, representantes do povo.Nossos representantes.
A OAB está em ação. Verifica se a Assembléia Legislativa irá contribuir e em quanto para que seja viável tal montante a garantir aposentadoria tão farta. É o que se pode fazer: fiscalizar.Sempre.
Foram seis os deputados que votaram contra. Seis!Apenas seis.
A.
________________________________imagem:aycu

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

_______uma saudade


Caminhamos por muitos anos, juntos. Conversamos tanto! Conversamos tudo e nos contamos histórias enquanto vivíamos invernos, primaveras e verões.
Hoje, estou sozinha e é outono.
Hoje, caminho só.
Sabe, aquela estrada ainda não foi asfaltada e eu gosto disso porque o ruído das folhas secas sob meus passos, em contato com a terra - pura e simples - me causa a sensação de estar com você a meu lado.
Saudade dos risos divididos.
Saudade das mãos sempre dadas.
De nós. E mais de mim do que de você.
A.
__________________imagem: d.p.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

______a fuga[o roubo] das palavras



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Tudo o que escrevo parece um distante apelo, inventado para chamar anjos, santos e até mesmo figuras antigas de templos pagãos. E, justamente, quando me falta esse marejar de palavras, é tão doloroso e inquieto, porque é como ser varrida por um vácuo silencioso, um breu ou um branco ofuscante, de onde nada se pode tirar.

Quando vou procurar por mim, vejo as páginas vazias e isso fere-me mais que a adaga do tempo - nada de mim resta por ali...as palavras se perderam, esquecidas e mornas, lançadas para onde não sei, escondidas de meus olhos de amor.

A.

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imagem:ret da web, desconheço autoria

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

________pensamento do ano



" ...nenhuma tatuagem...só cicatrizes...tatuagens são
fixas demais para o meu gosto."
Marli Gonçalves, jornalista

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

________mutável [aprendendo a ser]

Eu li um artigo muito bom, de Marli Gonçalves, sobre a necessidade humana da mutação, de aprender a ser mutável, moldando-se aos dias que se apresentam diante de nós de uma forma ou de outra. E da maravilha que é ter tal poder, acreditar nele e fazer dele uma maneira de vida. Porque a pressão é muita. Porque não precisamos ser apenas um. Podemos ser todos que estão dentro de nós: os tristes, angustiados, fracassados, os alegres, otimistas, vitoriosos.
Podemos e devemos ter em nós a concepção de tudo.
Porque não há lugar para quem insista em ser apenas um
(((de um jeito, de uma forma interior todos os dias,
dizendo sempre sim à pressão exercida sobre si))).
Eis um trecho:
"Ao mesmo tempo, hoje, aprendi, vejam só, e eu acho mais é que aprendi de novo, porque sabia e tinha esquecido, dada a pressão absurda que estamos vivendo, que nada melhor do que um dia depois do outro. Porque sempre tudo pode mudar. Melhorar, piorar, curar, adoecer, acontecer. Nada é imutável. Como sonhadora e intuitiva, pensando bem, acho que nem a morte é imutável. Você pode ir, mas também pode voltar; pode jamais ser esquecido e também pode nunca ser lembrado. Pode continuar vivinho na memória de alguém, na forma de lembranças, sons, cheiros e imagens que nunca se apagam, vitais, como se a vida ainda procriasse e os dias fossem normais.
Eu, que já perdi muita gente, tenho meus imortais aqui comigo."
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É uma idéia, um ponto de vista, melhor dizendo, de que compartilho, sem reservas. Porque o tempo faz a gente rever muito, muito mesmo, de nós e de tudo - todos - ao nosso redor.
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A.
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imagem: *estrela, do Sr.K [editada por mim em P&B]



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

______dor

Dói aquela dor de que não se pode escapulir.
E não há um só canto de quarto, galho de árvores,
terraço de prédio onde se possa resguardar desta dor.
Acena e penetra, sem nada dizer.
Nenhum anjo pode acudir antes que ela se instale.
Nenhuma canção pode dela falar com propriedade.
Porque ninguém entende a dor que é de outrem.
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Dói em silêncio porque o grito se perde no vento que assola
a cidade, à noite.
Na noite mais negra que todas as outras.
Então a impaciência se veste de tintas escuras, outras poucas claras,
para compor uma sentida aquarela entristecida.
E escreve seus poemas como quem faz chover estrelas.
Do alto de uma torre feita de sonhos que estão prestes a desabar.
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A.
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imagem: paulo madeira. jóias celestiais

domingo, 30 de novembro de 2008

______flor miúda


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Porque pode haver algum significado, a vida faz com a gente dê mais importância ao que é imenso. Parece que nascemos predestinados a conceber o crescimento como algo muito necessário, indispensável até,para que tenhamos força, talento e, por fim, sucesso.
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Contudo, existem as diferenças. Existe o beija-flor e, claro, existe a flor miúda - bela e vivaz, dançando com o vento e colorida feito gota da natureza.
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Penso que é essencial aprender isto também: a enxergar os pequenos seres que têm a leveza de percorrer o mundo a assanhar os olhos da gente, por conta de sua determinação - muitas vezes teimosia mesmo -mostrando-nos o quanto mais há no mundo que nos foi emprestado e ao qual acabamos a tratar tão mal.
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É isso.
A.
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imagem: january grey

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

____tarde-cedo


O sono da paz.
Agora, tão tarde e ao mesmo tempo cedo - noite que já é madrugada, então é mais frio, mais úmido, mais silencioso.
Tarde da noite e algumas vozes distantes finalmente se calam. O que resta é a sensação de dormitar a vontade de mais ficar.
De mais não ser.
Nada.
Nada além de mim.

A.
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imagem: simples ana

domingo, 23 de novembro de 2008

_______questões



Acredito que uma mulher só é inteira quando aprende a gritar com um silêncio seu. Acredito na força que há no ruído que vem de dentro da gente, porque ele é todo força, ele é todo amor. Mas, ainda gasto algumas horas pensando em por que algumas pessoas ( ou a maioria delas ) dedicam-se muito mais a ensinar do que a aprender . . . elas têm as frases certas e as conclusões brilhantes! Ora...! tão bom reconhecer-se aprendiz e não acreditar nas fórmulas mágicas que são exibidas nas vitrines da vida!
Eu acredito no tempo, acredito no caminho -mestres por excelência de um lapidar que pode não ser tranquilo e exato, mas que com certeza guardará a preciosa lição: tudo o que tenho a ensinar é a minha vontade de aprender.
A.
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imagem: rosemarie k.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

_________querendo dizer, sem conseguir



Como cansa ouvir - ver- assistir a - saber de - casos de violência contra a mulher! A mulher, desde menina, ultrajada porque não tem força física suficiente para se defender à altura e porque (triste mencionar isso desta forma, mas é uma verdade que não cala) serve de receptáculo sexual para o homem.

Uma absurda indignação toma conta da gente, quando se é mulher e se sabe que não há muito mais o que considerar, apesar de todos os avanços que demos rumo a uma igualdade que está se detetiorando.

Fala-se, vive-se, come-se, vende-se, compra-se muito o sexo, nos dias que se seguem trôpegos rumo a um destino que não se mostra tão colorido como poderia parecer nos tempos em que a luta feminina fixava-se em tantas novidades. Assim,o sexo acaba sendo finalidade, loucura, delírio.

Dói ser mulher hoje.

Talvez doa mais do que sempre. Ou não.

Mas, não deveria doer.

A.

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imagem: cacos.1. .web

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

____________?!



**KARLA ROMERO Em São Paulo :

Na última segunda-feira (17), José de Abreu fez uma declaração em prol a Dado Dolabella. O ator foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por lesão corporal, pela agressão à Luana Piovani, sua ex-noiva. Se for condenado, ele poderá pegar de três meses a três anos de prisão em regime fechado, de acordo com a Lei Maria da Penha.
Em seu blog, José de Abreu escreveu: “Festa de estréia, depois de uns champanhes, numa casa noturna classe A da capital do Rio de Janeiro é bem diferente de porradas diárias de um troglodita bêbado que bate na mulher num barraco no interior do Piauí - com todo respeito ao estado nordestino.”
O ator finalizou com um pedido para que Luana Piovani retire a queixa. “Ele não merece isso. O caso foi longe demais.” **
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Eu li realmente isso? Não creio....
Acredito que o senhor ator José de Abreu pode, como qualquer outra pessoa, entrar em defesa de um amigo ou colega ou conhecido, mas, -por Deus!- com outro tipo de argumento.
Penso eu que troglodita é troglodita e ponto.
Em qualquer situação social, econômica.
O tal de Dado Dolabella já deu demonstrações públicas de in*volução, principalmente quando encontra um vasto campo pronto a ser semeado, tão in*voluído quanto, como o caso atual.
Não vejo diferença entre a pessoa em questão e o "troglodita" do Piauí, ou de qualquer outro lugar do mundo que está perdendo - em tempo recorde - a chamada "civilização".
O que muda é aquela espécie de verniz que nós mesmos insistimos em colocar em pessoas que se julgam algo mais. E não são. O público dá é muita "trela" para esses "pseudo artistas" e tal.
Quanto mais platéia certas pessoas têm, mais elas costumam demonstrar como in*voluem a olhos vistos.
Sr. José de Abreu, sinto muito. Seu argumento foi infeliz.
Pelo menos o "troglodita" piauiense tem um talento: o de não achar ser mais do que é!
Faça-nos o favor. Com todo respeito.
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A.

domingo, 16 de novembro de 2008

________esquinas


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Muitas e muitas vezes eu fico assim: pensando nas esquinas e esquinas de minha vida e da vida de todos.
Esquinas.
Algumas, tão especiais quanto uma fonte de água limpa. Outras...ah! por outras a gente nem gostaria de ter passado!
Enfim, elas existem, até porque estamos mesmo caminhando por este mundão de meu Deus - elas são o entruncado sistema de ruas, ruelas, avenidas....da nossa vida.
E daí aos encontros, tantos inconfessáveis, até, tantos outros também inesquecíveis, assim como os confessáveis e inesquecíveis ou esquecíveis e inconfessáveis....por aí vai - tudo uma questão de como caminhar, de como encarar esse caminhar.
Esquinas. Tantas já se foram!
Quantas ainda virão?
Vibro por essas, as que ainda virão. Sinto a vibração de ainda desejá-las, uma a uma e saber delas para assim aprender mais de mim mesma. Assim como - e na mesma proporção, aprender os outros.
Esquinas.
Como essa aí, da foto. Em São Paulo. Um lugar que me assusta mas não me apavora. Que me excita e me alucina. Lá encontrei e encontro muito de mim. Em cada esquina que cruzo por lá.
E o caminho segue. Seguirá.
Até nem sei.
A.
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imagem: andrezza gomes

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

_________a menina com poesia no olhar


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Muitas vezes já senti saudade da menina que fui .
Muitas vezes eu a procurei em vão como quem revira gavetas à procura de algo que não lembra de já ter dado a alguém . Um dia, tive mesmo a impressão de que ela havia passado pelas ruas de sempre e, alegre-triste como ela só, deixado um rastro de perfume e havia se transformado em saudade .
Ah! . .. muitas vezes pensei tê-la visto comprando pipocas do pipoqueiro que ficava lá, no Passeio Público, num domingo qualquer ; parecia estar sorrindo para mim enquanto corria para dar comida aos gansos . Afinal, ela jamais decidiu se sentia medo deles ou se os adorava . Talvez, as duas coisas .
Muitas vezes achei que não tornaria a vê-la, iluminada pelo sol ou pela lua, cantando as canções que ouvia no velho rádio de onde as notas saíam banhando a casa com um som de amor.
Vi algumas pessoas sentirem saudade, muita saudade, dela . Essas pessoas me perguntaram por onde andavam aqueles olhos que pareciam duas contas azuis (ou seriam verdes?) .
Dias desses, dei de cara com ela, ela mesma, a menina que eu fui! .
Estava ali... a distância de um toque, pendurada em meu pescoço, sorrindo e despenteando meu cabelo enquanto eu tentava arrumá-lo diante do espelho .
Agarrei suas mãozinhas quentes,queridas .
Ficamos a nos olhar assim, com um carinho imenso no olhar, sorrindo . . até que um vento travesso soprou mais forte, e meu diário, aberto sobre a escrivaninha, teve suas páginas mexidas, viradas agilmente .
Quando se foi o vento, a página que deixou de se mover continha uma citação de Isadora Duncan que eu escrevera anos atrás porque achara linda: “Você já foi ousada; não permita que a amansem” .
Quando olhei de novo para o espelho, a menina que eu fui não estava lá .
Bem, não exatamente . . apenas notei que em lugar dos meus olhos estavam as duas contas, belas e grandes, brilhantes e muito azuis ( ou serão verdes?) .

A.
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imagem: warren

terça-feira, 11 de novembro de 2008

______simples palavras


Sigo em busca das palavras e,
por vezes, é mesmo imensamente difícil
tê-las à mão. Geralmente isso acontece quando
o que se quer dizer é muito maior do que
se imagina.
Por isso divago por muito tempo, tateando
pelos lugares que conheço bem - se é que se pode de fato conhecer algo ou alguém.
As palavras são fugidias assim como os momentos,aprendi.
Fugazes e breves como o próprio correr do tempo.
Se tenho que correr para registrá-las, já sou passado, no instante seguinte.
Se me deixo ficar, na quietude da espera,
elas se mostram igualmente lentas, como se brincassem - então, feito pássaros, fogem assim que se percebem capturadas.
Talvez seja mesmo essa a maravilha de tudo o que é livre, de tudo o que simplesmente habita o mundo, sem pertencer a ninguém. Poder ir e vir. Poder significar ou apenas representar.
Ser símbolo. Ser sentimento sem ter sentido.
Ser uma pintura de histórias escritas antes pelo amanhecer do olhar de alguém.
A.
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imagem: alberto g bacelli

sábado, 8 de novembro de 2008

________subir e subir


Sempre tenho sonhos muito intensos, desde menina. Enquanto durmo, é como se viajasse literalmente, para mundos que nem sei, onde faço coisas das mais estranhas. Subir, então, é uma das coisas que mais faço em meus sonhos. Isso deve, sim, ter algum significado. Acho até que não é preciso ser nenhum psicólogo para decifrá-lo.
O fato é que, mesmo acordada, acabo me sentindo muito assim também: subindo sempre, ou, com a constante necessidade de fazê-lo, empregando todas as minhas forças nisso. Entretanto, não se trata de uma ascensão profissional, social, econômica. É algo muito mais intrínseco e, por isso mesmo - talvez -, maior.
Subo, subo, subo, continuo caminhando e subindo, num esforço que me faz cansar, tantas vezes, quando não me dou conta de meus limites puramente físicos.
E, assim como escrever é como colocar mensagens em garrafas e atirá-las ao mar, aproveito para enviar mais esta: sou um esforço constante numa caminhada que não sei aonde vai me levar - sei apenas que estou empenhada nisso muito mais do que em qualquert outra missão em minha vida. Pelo menos, nesta minha vida.
É isso.

A.
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imagem:gc1

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

____de quem é a vitória?


Não me omito ao fato de que o final do governo Bush e de tudo o que ele significou para o mundo me deixa profundamente aliviada. É como um sopro bom de ventos vindos do renascer.Tampouco estou alheia ao que representa um homem, filho de um negro do Quênia (ironia do destino!?), estar no topo do poder nos USA e, por assim dizer, do mundo.
Eu aplaudo os bons ventos que sinalizam mudanças, ainda que de forma sutil - aqui para mim, que tenho esta impressão medonha com relação ao que nos vem, a nós, do terceiro mundo, ou de um país emergente, como queiram, dos Estados Unidos da América. Aplaudo, sim. Porque sou uma admiradora de Martin Luther King e do sonho que ele plantou em solo americano hostil aos afro-descendentes.
Aplaudo, porque o velho e cansado mundo carece de um sorriso como esse, de Barach, tão seguro e tão elegante em sua maneira de se conduzir para nos fazer lembrar que não, não é necessário sermos tão belicosos contra nós mesmos.
Aplaudo. Tanto quanto me aquece ver como 44º. presidente de um país onde milhares de afro-descendentes sofreram um racismo violento e destemperado - como se fosse menos violento apenas o fato de senti-lo, o que acontece veladamente em todo lugar!-, um mulato que, naturalmente, deve ter tido que matar uma dúzia de leões a mais por dia desde sua mais tenra idade.
Ah...mas aqui, na minha insignificância, de onde estou, na América do Sul, num país que escravizou e explorou os africanos que nos vieram como escravos e que mesmo depois de "libertos" permaneceram sofrendo a angústia da marginalização, eu tenho mesmo é que pensar nos nossos brasileiros afro-descendentes. E, pensando, sempre, continuar lutando para dar vazão
à igualdade de oportunidades. E isso,começa em atitudes pequeninas. Viver as diferenças é mais difícil do que se pensa. Porém, num paradoxo, muito mais fácil também.
Será que vou ouvir alguém dizer que Barach é um "negro de alma branca"????
Ah...sabem que nem duvido?
Quando isso vai acabar?
A vitória, que seja de quem reconhece que o mundo que está nascendo, aos poucos, devagar, mas firmemente, só tem espaço para pessoas que estariam bem em Blangadesh, em Bagdá, New York, São Paulo, Juazeiro, Petrolina, Porto Alegre, São Paulo, Havana....
É...é bem isso. Perfeitamente à vontade.
Porque o mundo é nosso. Nós todos somos do mundo, que está cada vez menor.
Barach Obama é um retrato de um novo ser humano: um cidadão do mundo.
Mas tudo isso, começa na comunidade.
Que a vitória seja do "ver e enxergar mesmo".
De todos e de cada um. No mundo todo. Esse "ovo" em que vivemos. Multicoloridos, todos nós.
A.
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imagem: do blog. a arte de opinar

terça-feira, 4 de novembro de 2008

_________________recados


A visita do SrK e de Su* foram uma surpresa para mim, aqui,
neste espaço onde quase não vêm me ler.
Sorrio quando penso que, sem medo de errar,
são duas das pessoas que mais gostam de mim neste mundo.
Amo vocês.
Amo vocês.
Cada um por um motivo muito diferente, mas com uma intensidade de outras vidas,
outras eras...nem sei.
Por algum sagrado motivo, minha alma está sempre abraçada à
de meus dois eternos amigos, que,por sinal, nem se conhecem.
No entanto, conhecem a mim e cuidam de mim como quem
cultiva uma flor bela num jardim dos céus.
Eu agradeço. Eu agradeço.
Amo vocês
Muito e para sempre.
A.
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imagem: teufel

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

________anotações



Mais de uma da manhã. A cidade está aí, mergulhada na noite úmida.É madrugada fria para primavera, mas arde aqui dentro a mesma e intensa incógnita que se registra em mim há dias. Um cheiro forte de mudança pelo ar e eu despetalando uma flor para, quem sabe, dar conta de meus anseios por aqui.No mais, o ruído sensato e exato do relógio a me pedir para ir dormir. Não sei o que vai dar, porque não é jogo de "bem-me-quer/mal-me-quer". São apenas umas dúvidas minhas.

A._________________________________

imagem:manuela viola

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

_______a palavra é:


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Geralmente estou com a mente - e a alma - carregada de palavras, entretanto hoje uma delas está sobrevoando meu
espaço e entrando e saindo de mim.
Desamparo.
Por quê?
Não sei ao certo.
Estava lendo Saramago e seu Ensaio sobre a Cegueira, cheguei a essa palavra e, de repente, parei. Coisas malucas assim de vez em quando acontecem, com quem tem por mania as palavras, com quem habita o mundo versátil delas, com quem se habituou a frequentar a fluência delas como quem passa num barzinho antes de ir para casa.
Mas a palavra de hoje é mesmo esta: desamparo.
De.....sam....pa....ro
No dicionário: " s.m. Falta de amparo, de proteção."
Aqui, em meu pensamento, mais uma alusão aos sentidos abandonados, amores fracassados, sentimentos de solidão. Perda de um amigo, de uma amado, de um amante.
Falta de dinheiro, falta de teto, falta de emprego, exclusão.
De...sam...pa...ro
Abandono. Desabrigo.Penúria.
Sentimento de quem procura, procura e não encontra um abrigo, uma palavra que dê força e alento, que dê sustentação.
Figura de retórica para tantas colocações. Usei-a ainda hoje mesmo: ...olhos de desamparo...
(referindo-me a um olhar baldio, perdido, triste).
Desamparo.
Abandono à própria sorte.
E assim pensando, acabo por mergulhar na sensação de frio e mal-estar que as pessoas sentem quando sabem ou pressentem que nada - nem ninguém- pode acolhê-las de fato.
Algumas pensam que nem mesmo um Deus está em algum lugar para abraçá-las.
Outras sentem-se tão desamparadas que procuram o andar mais alto de um edifício e gritam seu próprio horror e dali mergulham no vazio espaço entre a dor e o depois - e o que há depois? Buscam justamente o amparo, lá. No depois.
Exceto a expressão que cabe na poesia, toda a forma de desamparo é dor.
Dor de alguém que podemos ser nós mesmos.
Por outro lado, se estamos todos conectados, não há desamparo, de fato. Há uma momentânea pane no sistema que nos conduz e, conduzindo, une.
De...sam...pa...ro.
Falta de amparo. Falta de mão. Ou, falta de irmão.
Para além de fantasias, para além de só palavra, um mundo de caos e desprezo, exclusão.
E muito mais.
Uma palavra jamais é apenas uma palavra. Não...não é.
A.
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imagem: erik reis

domingo, 26 de outubro de 2008

__________depois de dias


Os dias que saem de mim são mesmo como gotas. Acho que insisto nessa imagem para definir o que vem de mim porque eu mesma me sinto fluídica e me derramo quando escrevo.
Muitas coisas a gente viu e ouviu durante a semana - para muitos o pote acabou por transbordar, tamanhas as barbaridades que a gente lê, ouve, assiste...
Semana rasa.
Rasos muitos corações e mentes que se viu por aí, por aqui, em todo lugar.Mas, enquanto isso, eu fui me derramando em gotas, talvez para tentar remediar meu próprio desatino, já que sou parte desta raça rasa,sem vida, sem graça.
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imagem: isabel gomes da silva

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

_________motivos



Cecília Meireles tinha um jeito muito próprio e ao mesmo universal de dizer - de se dizer.

Escreveu:

"Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta." ( em *Motivo*)

Hoje fiquei pensando nisso. No porquê de escrever, de cantar, de contar histórias. Fiquei imaginando por que faço isso se quase ninguém me lê. Ora, bobagem, ego ferido, coisa que o valha. Porque também eu escrevo porque amo escrever. Mais do que isso: escrevo porque escrever para mim é ato natural e próprio, adequado perfeitamente aos momentos que se seguem assim como os dias de minha vida-passagem.

Escrevo, porque a palavra é para mim como tinta e pincel. E corro a colorir sobre o cinza, criando cores que só para mim vibram e brilham.

A.

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imagem: chris sofopoulos

________linda canção:*restolho*. Mafalda Veiga(ouça)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

________brindando com café

Um bom café com leite , uma mesa bem colocada,
própria para uma conversa sem maiores intenções
além daquela de ter idéias sobre tudo e
acabar salvando mundo num brinde só: "as coisas mudariam, se a gente mudasse".
Ah! Um café com leite e tempo para curtir o tempo.
Por cima da gente a clarabóia gigante que deixa o céu se derramar
por todo o ambiente do shopping.
Em volta, o burburinho dos que ficam pra lá e pra cá.
Ah! Às vezes gosto de estar em um shopping.
Principalmente se for pra tomar um bom café, bem à vontade,
como o do Doce Estação, no Shopping Estação.
Altos papos ou então um bom momento de observação.
Para depois pensar e repensar e escrever, escrever.
Talvez, sobre o tempo. Este mesmo, que não pára de correr.
A.
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imagem: a foto é minha mesmo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

___________uma saída



Há um cansaço intenso, imenso. Sou a partida, o primeiro passo adiante e sem uma sequência infinda de outros passos que me levam para muito longe daqui.

Sigo meu pensamento, vou com o vento e não quero pensar, porque cada pensamento é perigoso no sentido de me deitar novamente à mágoa e ao rancor, coisas que não quero sentir, não quero ver.

Eu abraço meu caminho porque é o que tenho a abraçar e me sinto pequena e vã, menor que o grão de areia daquela praia que, há muito, abandonei. E cada palavra sai de mim sem sentido, porque sou um sopro, agora.

Mas ainda sou eu. Há pessoas que não entendem isso, mas eu entendo. Ser o que a gente é, por inteiro, não é fácil, nem sempre bom e vantajoso, porém é tudo o que se tem, é a bagagem mais cara e preciosa.

Escrevo por escrever e, de repente, tudo faz sentido, mas naturalmente não para quem me lê. Não importa. Estive aqui. Isso me faz presente e adequada à minha realidade. O resto são sombras.

A.

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imagem: mariah

sábado, 11 de outubro de 2008

_______gotas de mim


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Há dias em que a gente pensa como se um conta-gotas determinasse a dose de nossos pensamentos.
Hoje é um desses dias.
Eu estou gotejando pensamentos.
Pode ser até que isso combine de alguma forma com a garoa lá fora, que derrama um pouco do céu que está cinzento há dias.
Contudo, não combina muito com minha forma um tanto bombástica de pensar.
Geralmente meus pensamentos vêm como uma explosão e faz barulho tanto aqui,dentro de mim, como exteriormente.
Algo amansa meus antigos fogos de artifício. E devo criar uma face que combine, então, com esse gotejar silencioso e fluido, que derrama doses certas de mim.
Uma nova face para uma mesma essência.É que, aqui dentro, hoje já é outono.
O amansar me faz bem.O amansar me faz mal.
Mas, sou eu. E isso é bom.
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A.
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imagem: s.dyk

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

_________prazer em conhecer

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Pois é.
Hoje conheci o blog da LOBA e me apaixonei pela maneira simples e apaixonada com que ela derrama por lá seus anseios, receios, seu cotidiano.
Vai daqui um grande abraço a essa mulher a quem admiro através das letras,
pelas quais acaba-se conhecendo a história de vida.
Muito prazer, LOBA.
Seu blog é que é cinco estrelas.
A.
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_________momentos da estrada(clique aqui)

imagem: web.blog mulher de 30

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

_________PS

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Acabo sendo o meu próprio avesso e um caminho de terra batida que se transforma em barro e, nos pés, pesa, pesa...
Porque quando estou confusa - e tenho estado assim - penso em tantas coisas ao mesmo tempo que saio de mim para cair exatamente no mesmo lugar.
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Estou a um passo de ser mais eu mesma do que jamais fui e me solto em busca de novos ares,
já que, por aqui, as andanças têm um cansaço implícito em cada passo.
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Leio e me informo.
Leio e me engano.
E saio.
Vou andar que ganho mais.
A.
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imagem: jurgatis

terça-feira, 7 de outubro de 2008

_______dias depois


E completam-se os dez dias de meu silêncio.
A palavra não me abandonou, não. Apenas estive ausente de mijm mesma, a cuidar de coisas e pessoas em volta deste mundo em que não me posso deixar ficar e que, muitas vezes, nem mesmo posso debruçar.
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Eleições deram resultado previsto, desde o início da campanha e Beto Richa se reelegeu à Prefeitura de Curitiba.
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Veremos.
Vejamos
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Tantas coisas erradas nesta cidade - e em todas as outras, afinal! - que a gente nem pode começar a enumerá-las. Mas, vamos à lida e fazendo a nossa parte.
Isso é o que vale. Sempre.
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Quanto aos dias....bem, eles têm estado cinzentos.
O friozinho é daquele chato, que parece tornar tudo inexpressivo.
Vento gelado, ar úmido, mas não consigo vestir um casaco mais pesado.
Então, nem é frio de que gosto.
Entretanto, que direito tenho eu de reclamar do clima?
Coisas e coisas.
Bobagens de sempre.
A.
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imagem: Bon

domingo, 28 de setembro de 2008

____o agora


Minha dor não é pouca. No entanto é minha, somente minha.
Nem posso arriscar dizer que existe pelos outros.
Não. Minha dor é a dor de quem escolheu mal.
Este é o momento. E choro por mim.
Sem vergonha e sem receio.
Sem piedade.
Apenas choro.
Por ter que aprender pela dor.
Assim é.
A.
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imagem: ana luisa moreira


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

_______mentiras



A mentira me faz sentir assim. Detesto quando percebo que alguém está subestimando minha inteligência. Quem gosta,afinal?
A sensação é parecida com aquela que se tem quando, num sonho, a gente se vê totalmente despido e exposto assim, publicamente,ou, ainda, quando está sentado em um vaso sanitário para fazer as necessidades fisiológicas enquanto as pessoas passam para lá e para cá.
Quem já teve sonhos assim sabe do que falo.É esmagadora a sensação de insegurança,de não ter chão.
É como me sinto, mais ou menos como me sinto quando percebo que alguém mentiu para mim, alguém a quem amo muito e em quem confio.
Por incrível que pareça, no entanto, o que mais dói é a sensação de não se poder mais confiar, acreditar naquele que mentiu.Isso é terrível.
Gera uma insegurança muito grande.
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Ando, aqui dentro de mim, de um lado para outro em uma sala circular repleta de portas - tal como Alice antes de suas aventuras.Quando a credibilidade de alguém a quem amamos muito está em jogo sentimo-nos culpados.
É isso.Sinto culpa.
Se mentiu para mim,deve ter achado que eu não aguentaria ou não poderia saber a verdade.
A sala é um círculo.Em que porta entro?Como trabalhar o recomeço dentro de mim?
Relações são complicadas.E são uma escola.
Ainda estou no Maternal.
É isso.
A.
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imagem: do site dos médicos da alegria, desconheço a autoria

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

______minha leitura de mim


Da janela do meu quarto avisto o sudoeste e costumo saber se vem uma chuva forte ou mais frio - é mais um pouco do que adivinhação, mais que intuição; aprendi a "ler" o céu ali, naquele canto.
E tem estado assim, nos últimos dias. Um restinho insistente de sol e o cinzento vindo, aos poucos, trazendo esse vento frio e a garoa.
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Hoje, minha alma também ficou assim. E lá vou eu de novo tentar pintá-la com cores sobre o cinza.
No fundo, acredito que cada um de nós procura certas decepções que de fato vêm. Nada de mais. Apenas a vida acontecendo e o resultado de minhas escolhas diante de mim, atravessando meu caminho. O céu cinzento e o vento frio. Dói. E dói como antes doeram muitas garoas e ventanias. Mas vou seguindo. E sigo bem.
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imagem: de minha câmera

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

______foto do dia

neve em Curitiba, em 1975

____pois é

Vivendo o dia de cada dia.
Ainda faz frio, sim. Mas é verdade também que
ainda é inverno no hemisfério sul.
E daí?
Tudo está tão doido mesmo...quem vai entender?
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Estou aqui, bebendo uma caneca de café com leite e pensando
no quanto gosto disso, desse cheiro do café e esse sabor
tão conhecido meu.
Lá fora, venta.
Em Curitiba ventava muito pouco.
Essa ventania diária é coisa de, sei lá, uns
cinco anos atrás em diante.
Será mais?
Sério...não ventava desse jeito, esse vento gelado
quase sempre, o dia todo, todos os dias.
Frio que não é frio por inteiro não existia em Curitiba, não.
Era frio mesmo. Muito frio, desde o outono.
Geada. Garoa gelada. Chuva gelada.
Noites de muitas estrelas e manhãs de lábios partidos
quase sempre.
Agora, não esfria daquele jeito. Pelo contrário, o sol esquenta e vem o vento frio
e deixa a gente mais confuso ainda e mais resfriado também.
Está certo que o clima aqui sempre sofreu mudanças repentinas -assim, umas três vezes por dia.
Mas....ah! Desse jeito...não...
É...estou ficando velha.
Falando do tempo e reclamando do frio por causa das juntas.
É isso?
Sei lá....o fato é que o café aqui, na caneca, é o mesmo...porém
o clima....esse...está muito...muito diferente....
-nem é novidade,mas acredito que se a gente prestar mais atenção
será, de alguma forma, mais útil.

É isso. Dia de frio e bobagens.Ou nem tanto.

A.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

_____foto do dia



imagem: g.c.1

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legenda?

para cima e em frente!

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_____expressões do dia-a-dia


*A expressão "Inês é morta" refere-se a algo que, por ser feito tardiamente, é inútil.
A "Inês" de que fala a expressão viveu em Portugal de 1320 a 1355 e foi personagem de Os lusíadas, de Luís Vaz de Camões. Ela teve um romance com o príncipe dom Pedro.
A mando do pai de dom Pedro, dom Afonso IV, Inês de Castro foi decapitada.
Ao se tornar o oitavo rei de Portugal, dom Pedro se vingou dos três executores do assassinato de Inês de Castro, ordenando que se lhes arrancasse o coração.
E concedeu à amante o título de rainha.
Mas era tarde.
Inês estava morta. *
por
Laércio Lutibergue,
postado no blog Português na Rede
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_________textos & textos

imagem: andré prado

Eu estava passeando pelos blogs e fui dar uma olhada no de meu sobrinho, o Marcelo. Acontece que ali dei de cara com um trecho de um dos textos que considero mais belos e que mora em meus ideais, como,acredito, no de muitas, muitas pessoas.Transcrevo a postagem do Marcelo, aqui:

"Em toda a Terra há muito a se aprender entre os diferentes povos, mas nesse breve espaço destaco um trecho da Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América, escrita em 4 de julho de 1776:


'Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade...'"

ps.: este é o blog do Marcelo:
http://www.portalbonito.blogspot.com/

domingo, 14 de setembro de 2008

___moinhos


Alguns dias têm dons estranhos, mas definitivos. Eles se apoderam de opiniões caducas e as reduzem a pó. Os dias... o tempo.
E eu vou me virando do avesso e entro no túnel para descontar um tanto
de dias que perdi
porque as horas eram inexatas
e não acerteavam meu coração.
O que importa é o caleidoscópio
que move sem moer os sonhos, a lida, a busca.
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imagem: by me