sábado, 30 de janeiro de 2010

___sic

que conste nos autos:
hoje, aqui, não choveu
[ainda]

____ na segunda pessoa [lembrei-me de ti] rs*

tenho cá meus rumos e os sigo, allheia que vou à tua vontade
.
sou teu paraíso, mas arriscas abrir o portão
contrário
.

nada me cabe além do que tenho:
apenas o que fui e sou e serei
.

um rio a fluir
barulhento
ou
a brisa que remexe
e solta
teus sonhos
pelo ar
.
.
.

A.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

____acabei de ler

Um dos programas a que gosto de assistir na GloboNews é, justamente, o 'Espaço Aberto", comandado pelo jornalista Edney Silvestre. É um deleite para quem é uma espécie de 'viciado' na palavra e ama a literatura.Edney deixa os entrevistados tão à vontade que a conversa flui mansa, solta e a gente acaba aprendendo muito.
Mas o livro dele, ' se eu fechar os olhos agora', é tão ou mais delicioso!
Eu me entreguei à leitura dele sem cansar e mergulhei nos anos sessenta [década em que nasci] de forma natural e sentindo uma melancolia forte aqui, como se conhecesse os protagonistas, Eduardo e Paulo.
É um ótimo livro, com toques bem dosados de thriller e escrito da forma como Edney fala: mansamente, envolvendo a gente.
Vale muito a pena ler.
Um trechinho delicioso:
" Tarzan tinha sido meu personagem favorito até então, eu era bom nas brincadeiras com cipó, mas tanto a selva africana do lord Greystoke quanto Oklahoma, onde eu achava que ficava o faroeste de mocinhos e bandidos, começavam a desbotar o encanto, sem que eu soubesse por quê. Eu também gostava da ideia de ser um gênio da ciência e inventar remédios que poderiam curar as piores doenças, talvez uma vacina tão poderosa que acabasse com todas as doenças. Ou era ele quem queria ser cientista. Um de nós achava que poderia se tornar presidente do Brasil e acabar com a seca e a fome no Nordeste. Acho que era ele. Nós dois tínhamos, entre tantas ambições que nos pareciam perfeitamente possíveis, a de um dia viver no Rio de Janeiro. Brasília tinha sido inaugurada havia menos de um ano, mas aquele de nós que se tornasse presidente levaria a capital de volta ao Rio. Nós tínhamos doze anos. Era um outro país, aquele. Era um outro mundo, aquele."
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

_____uma verdade:




" Os filósofos já interpretaram o mundo de diferentes maneiras, a questão é transformá-lo."
[Enrique Dussel]

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

_____mais uma do fred

Mais uma vez, 'fuçando' no blog do Fred, o http://peloamordavacajersey.blogspot.com/, dei de cara com uma dessas delícias de se ler. Ele puxou lá do filme 'Sinais', um trecho de diálogo em que o personagem de Mel Gibson fala sobre fé.
Em minha mente, a lembrança de um momento forte que, no entanto, não tive o capricho de guardar.
Por isso, peço a vênia ao blogueiro Fred, esse jornalista que estou gostando muito de ler, para colar aqui um guardado seu, que acabou por reavivar minhas impressões sobre o tema.
É isso. Vai lá:

"Pessoas se dividem em dois grupos. Quando acontece algo muito bom, o grupo um vê isso como mais que sorte, mais do que uma coincidência. Para eles isso é como um sinal, uma evidência de que existe alguém lá em cima olhando por eles.
O grupo número dois vê apenas como sorte, apenas uma oportunidade feliz.Tenho certeza de que as pessoas no grupo dois estão olhando essas luzes de uma maneira muito suspeita. Para eles a situação é “fifty-fifty”. Pode ser ruim. Pode ser bom.
Mas lá no fundo, eles sentem que não importa o que aconteça, eles estão por eles mesmos. E isso os deixa cheios de medo. Mas tem também muita gente no grupo um. Quando eles olham para essas luzes, eles olham para um milagre.
E dentro deles eles sentem que não importa o que esteja para acontecer, existe alguém que irá ajudá-los. E isso os enche de esperança.
Você precisa perguntar a si mesmo que tipo de pessoa você é?
Você é do tipo que acredita em milagres.
Ou acredita que as pessoas tem apenas sorte?...”
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[Fred fez a postagem a que me refiro por conta do que ocorreu - continua ocorrendo - no Haiti]

_____não estacione


Não gosto de proibições.
Prefiro considerá-las limites : são necessários e quem é pai/mãe sabe disso tão bem quanto eu.
Pois bem.
Uma de minhas 'brigas' é justamente algo que soa como uma espécie de delimitação.
Para que não se estacione, de forma alguma.
A vida, em seu sentido mais amplo, é veloz!
Os fatos, os atos, as coisas, as gentes, movem-se como que num caleidoscópio gigante e não há que se permitir parar: de aprender, crescer, beber da fonte das ideias, da arte, da cultura, da humanidade. Para que se escreva/desenhe/cante/viva/mude a história.
De todos nós.
É isso.
____________________________________________A. [imagem, mais uma viagem minha, pelas ruas da cidade]

_____clique para conhecer um ótimo blog e uma postagem 10

sábado, 16 de janeiro de 2010

_____aqui


Continuo aqui, embora a palavra me tenha faltado para que eu escreva como gosto : como numa avalanche que esmaga as dores e semeia a paz desejada.
.
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Persisto: a hora chega e ela, somente ela, sabe quando vem.
A. [imagem, A.]