sexta-feira, 11 de setembro de 2009

____momento metáfora [e quem entende?]

Hora esquisita e lampejos de sonhos que são como vagalumes em minha mente.[coração?]
Parece que ali adiante,à espreita, existe uma mensagem dentro de um jarro antigo, cerâmica de cor viva, ainda. A impressão vem e vai, como os piscas dos vagalumes que se perdem pela noite a fazerem coisas deles, vivendo a vida deles - curta e luminosa, curta e intensa.
Se a chuva voltar, eles se escondem aqui perto. Fazem como aqueles pássaros da madrugada que saltitam incomodando meio mundo com um canto lindo e tocante - chega a doer a beleza e o tom! Ninguém gosta muito deles por aqui - reclamam que são acordados pelos malcriados. Ah! Deixem que cantem, vá! Que mal pode haver em cantar? Será que preferem os gritos dos surfistas em cima do ônibus biarticulado madrugueiro que rasga a avenida?
Prefiro os pássaros madrugueiros.
Gosto deles e dos vagalumes que, a esta altura, já foram dormir ou viver em outro canto.
Bicho é tão puro e está mais perto de Deus que tanta gente...
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Hora esquisita e a noite se prolonga absurda, com vontade de amanhecer mas preguiçosa demais pra tentar.
Eu desmancho alguns bordados e leio "A Dama e o Unicórnio" sem pressa de dormir.
O lampejo seguinte parece se curvar ali adiante. O que está à espreita, agora, é a poesia. Ao mesmo tempo, ela rescende a maresia. Então é isso...ela tem estado perto do mar...

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Hora esquisita e o tempo passou.
Já é depois.
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A.
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