quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

_____velho mundo azul



[imagem: jdm.com]




Raios e relâmpagos.A tempestade eu não sei se está 
se aproximando ou indo embora, 
mas cai água lá para os lados da 
serra do mar. Uns anos atrás eu 
poderia dizer com facilidade se 
aquela chuva ia ou vinha. Hoje, eu 
já não sei.A gente desaprende certas 
coisas - porque o mundo também 
desaprende a ser como é, 
machucado, ferido de guerra 
silenciosa travada ao se 
defender. De nós.Os humanos desumanos em 
questão.
Uma ferida exposta parece doer 
mais, muito mais que a minha dor.E eu choro pela dor deste mundo 
velho e azul.Sem a desculpa de ter crateras 
como a lua para se esconder ou 
uma cama para se deitar em um 
mar da tranquilidade, este mundo 
velho caduca entre o 
derretimento das calotas de 
seus polos e um casal de 
espanhóis que lhe fazem o que 
bem entendem. El Niño e La Niña 
se divertem, já que o planeta 
claudica com sua artrose 
crônica e sem vontade até de 
falar. Por isso só faz uivar 
ventos e tosse trovões. Mais os raios ainda são o sinal de 
sua incansável lucidez.
Mundo velho azul.Saudade de um amor partilhado.
...


A.Gil.




Nenhum comentário: