sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

________página vazia



Procurar o que escrever. Procurar. E não encontrar. O vazio não faz sentido, porque me sinto repleta de coisas a dizer sobre uma infinidade de temas ou, até, uma bela poesia a escrever sobre...ah...sobre o amor, o desamor, talvez os dois...

Sei lá. Balbucio em pensamento e minhas palavras não se mostram desenhadas à minha frente como costuma acontecer. Dedilho o teclado feito um piano que escapa ao meu comando.

Hoje, no entanto, sou silêncio, mãos atônitas, página vazia.Tanto a dizer e nada me vem.

Lá fora, tarde vazia. tarde de vento frio e um mês de janeiro que nada tem de verão.Também o clima está perdido e confuso. Como eu.

Alguns nomes e personagens têm o poder de saltar de páginas escritas e às vezes eu me surpreendo com a força que exigem de mim sentimentos que me vêm com o vento. Então, costumo libertá-los sobre as linhas confusas em que vou desenhando as letras pulsantes como se tivessem veias e sangue a correr nelas.

É do que gosto. De emprestar a vida e derramá-la ao escrever, criando um mundo paralelo que me dá a sensação de estar sendo útil e construtiva. De me descobrir.

Quando me sinto árida assim, vazia, sinto-me exatamente como esses dias que o verão emprestou do outono: fora de época e de lugar.

....nada mais...nada menos....

____________________________A.

imagem: ret. da web [desconheço a autoria]

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