terça-feira, 3 de março de 2009

______mãos cheias

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Algumas vezes as páginas vêm prontas, inteiras. A poesia se impõe e chega primeiro às mãos, diretamente da alma. É como se transbordasse e nada pudesse impedi-la.
Então, estão ali as páginas. Completas, exigindo a leitura e o sentimento, o compartilhar.
Outras vezes, de uma palavra nasce uma linha, pequena, tênue e frágil, que vai num crescendo rumo ao infinito e ganha força e ganha brilho, arde como fogo logo adiante e se tranforma em páginas assim: sendo uma faísca simples e pura.
Enigmas, eu diria.
Como as bênçãos. Como os pequenos - grandes - milagres diários.
Grãos de areia ou aurora boreal, a poesia se faz de vida e sentimentos, mas também de pensamentos. Sim. Há também razão na poesia.
Ela, necessariamente, passa pela mente sensível e apaixonada dos que se conduzem
pela palavra
ao plantarem suas árvores frondosas de bem-querer.
Porque o poeta, mesmo quando decanta a dor e a ira, busca tão-somente o amor.
A.
_______________________________imagem: madeira click

Um comentário:

neo-orkuteiro disse...

Eis a busca da poetisa qu tão bem poetiza na prosa como no verso. Amor. Súmula máxima. Razão da vida além de motor da poesia.