sábado, 24 de julho de 2010

____à janela do tempo

...



dali eu via
tudo:
a vida, o vento, o espanto
.
e era como renascer,
dia após dia,
mas em um outro mundo
que não este
-usado, gasto, hostil, ainda
que meu -
.
revisitei a sensação
de querer voltar
e toquei o silêncio
com a ponta de
minha língua
.
ainda havia golpes
a serem desferidos:
ainda havia palavras
a serem ditas
e outras tantas,
a garantir
que jamais o fossem
.
.
.
fiquei ali
e a tudo eu
vi
.
o gosto do silêncio
em minha boca
foi como o sal do mar
.
e
então, o mundo
- o outro, que não este -
desapareceu

...
...

foi como o vento a soprar a
vela acesa de meus
pensamentos infantis
...
...

_______________imagem: do blog "surpresas ocultas.wordpress"

5 comentários:

Paulo Braccini disse...

magnificamente lindo

fiquei ali
e a tudo eu
vi.

;-)

Angela disse...

Agla,

daqui de onde vejo,
há beleza, sempre,
nas linhas que você escreve,
nos pensamentos, que você desenha...
e eu escolhi o hiato, prá fazer-lhe um carinho...
recolhe?

um grande abraço...

campo das letras disse...

A, deixei um presente pra ti, com o mesmo carinho com que o recebi de alguem especial
.
vai e recolhe..
.
beijos!

J. disse...

Recolha outro então, de arte para arte; de deidade para deidade!
Namastê!

Angela disse...

ah...
são os selos de carinho, de admiração, de respeito que teus amigos vieram lhe entregar, Agla, é isso!
são teus!!!

.

obrigada ainda, pelo carinho das palavras que acabei de ler!


beijos!