quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

________mutável [aprendendo a ser]

Eu li um artigo muito bom, de Marli Gonçalves, sobre a necessidade humana da mutação, de aprender a ser mutável, moldando-se aos dias que se apresentam diante de nós de uma forma ou de outra. E da maravilha que é ter tal poder, acreditar nele e fazer dele uma maneira de vida. Porque a pressão é muita. Porque não precisamos ser apenas um. Podemos ser todos que estão dentro de nós: os tristes, angustiados, fracassados, os alegres, otimistas, vitoriosos.
Podemos e devemos ter em nós a concepção de tudo.
Porque não há lugar para quem insista em ser apenas um
(((de um jeito, de uma forma interior todos os dias,
dizendo sempre sim à pressão exercida sobre si))).
Eis um trecho:
"Ao mesmo tempo, hoje, aprendi, vejam só, e eu acho mais é que aprendi de novo, porque sabia e tinha esquecido, dada a pressão absurda que estamos vivendo, que nada melhor do que um dia depois do outro. Porque sempre tudo pode mudar. Melhorar, piorar, curar, adoecer, acontecer. Nada é imutável. Como sonhadora e intuitiva, pensando bem, acho que nem a morte é imutável. Você pode ir, mas também pode voltar; pode jamais ser esquecido e também pode nunca ser lembrado. Pode continuar vivinho na memória de alguém, na forma de lembranças, sons, cheiros e imagens que nunca se apagam, vitais, como se a vida ainda procriasse e os dias fossem normais.
Eu, que já perdi muita gente, tenho meus imortais aqui comigo."
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É uma idéia, um ponto de vista, melhor dizendo, de que compartilho, sem reservas. Porque o tempo faz a gente rever muito, muito mesmo, de nós e de tudo - todos - ao nosso redor.
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A.
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imagem: *estrela, do Sr.K [editada por mim em P&B]



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