terça-feira, 16 de dezembro de 2008

______a fuga[o roubo] das palavras



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Tudo o que escrevo parece um distante apelo, inventado para chamar anjos, santos e até mesmo figuras antigas de templos pagãos. E, justamente, quando me falta esse marejar de palavras, é tão doloroso e inquieto, porque é como ser varrida por um vácuo silencioso, um breu ou um branco ofuscante, de onde nada se pode tirar.

Quando vou procurar por mim, vejo as páginas vazias e isso fere-me mais que a adaga do tempo - nada de mim resta por ali...as palavras se perderam, esquecidas e mornas, lançadas para onde não sei, escondidas de meus olhos de amor.

A.

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imagem:ret da web, desconheço autoria

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